Israel recusa negociar com presos palestinianos em greve de fome

Posted Abril 19, 2017 4:39 am by

Mais de mil reclusos palestinianos que se encontram em prisões israelitas cumprem uma greve de fome desde segunda-feira.

Trata-se de um protesto organizado por Marwan Barghouti, líder da segunda intifada, condenado a uma pena de prisão perpétua.

A greve de fome pretende acabar com os “abusos” da administração penitenciária israelita, declarou Barghouthi num artigo publicado no jornal New York Times, nos Estados Unidos.

De acordo com o ministro da Segurança israelita, Barghouti que se encontrava na prisão de Hadarim, no norte de Israel, foi colocado em regime de isolamento numa outra prisão.

“O apelo à greve de fome é contrário ao regulamento prisional”, acrescentou o ministro. “São terroristas e assassinos que merecem estar presos e nós não temos motivos para negociar com eles”, afirmou Erdan numa entrevista difundida por uma estação de rádio do Exército israelita.

Um porta-voz da administração penitenciária de Israel confirmou à France Presse que “1.100 prisioneiros cumprem a greve de fome iniciada na segunda-feira” e que os serviços vão continuar a “sancionar os grevistas”.

Marwan Barghouti, rival do presidente Mahmoud Abbas é apontado com regularidade como provável candidato às presidenciais palestinianas.

Os reclusos pedem acesso a telefones públicos, ao prolongamento do período de visitas, o fim de “negligências médicas” e das medidas de isolamento, além do acesso à televisão e à climatização dos estabelecimentos prisionais.

A presidência palestiniana já apelou ao governo de Israel para aceder aos pedidos em nome da “dignidade dos prisioneiros”.

A última greve coletiva nas prisões israelitas ocorreu em 2013 quando três mil palestinianos recusaram alimentação durante 24 horas em protesto pela morte de um recluso.

Atualmente, encontram-se detidos mais de 6.500 palestinianos nas cadeias de Israel, entre os quais 62 mulheres, 300 menores e 13 deputados de vários partidos.

Mais de 500 palestinianos estão presos sob regime extrajudicial, o que significa que se encontram detidos sem processo e acusação formalizada.

Lusa

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